Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 05/05/2020

Como posto por Karl Marx, o funcionamento do Capitalismo depende de mecanismo de ocultação das contradições internas e sua dependência da exploração humana. Dentre eles, está a fetichização da mercadoria, que se trata do uso do caráter aprazível ou seja da qualidade do produto para o esquecimento do seu modo de produção exploratório e das contradições por ele escondida. Isso transfigurado para o cenário Contemporâneo, no qual quase tudo torna-se mercantilzado, desde o lazer até os serviços básicos, o próprio espaço no qual se utiliza esses serviços é transformado em um elemento dependente do recurso econômico e do ludibriamento com sua qualidade e esquecimento daqueles que não podem adquiri-los.

Nesse sentido, a realidade Contemporânea torna-se cenário de problemas sociais graves, dentre eles destaca-se no Brasil, a diferença da escola segundo classe social. Isso porque ela cria uma grande desigualdade de capital cultural e educacional entre os alunos de escolas públicas e particulares, retroalimentando a desigualdade socioeconômica existente entre elas. Ademais, a falta de convívio com a diversidade de classes, afeta o desenvolvimento da consciência social, levando à alienação dos mais ricos sobre as contradições do sistema e aos mais pobres à falta de perspectiva de mudança de sua condição.

Esse quadro de segregação social no pensamento durkheimiano, então, leva às anomias sociais ao prejudicar a consciência coletiva. Assim, da mesma maneira que no Palácio de Versalhes Maria Antonieta pronunciava aos pobres franceses “Se não tem pão que comam brioches”, as classes mais ricas do país vem se alienando aos profundos entraves socioeconômicos do país. Com isso, como posto pelo Prof. J. D. Sandel os serviços públicos como a educação, a saúde, o transporte, o entretenimento em praças públicas,etc vem se tornado sinônimo de má qualidade. Dessa maneira, eles vem sido sucateados, levando a graves crises desses bens para boa parte da população.

Portanto, alterar a configuração de separação socioespacial nacional, depende da mudança em conjunto de um quadro de desigualdade social. Nesse interím, cabe ao partidos representantes das classes mais baixas, as campanhas em várias plataformas visando ganhar maior representatividade política . Dessa maneira, alinhando parte da população nas eleições na escolha de candidatos para o poder Legislativo com propostas de aumento de cotas para escolas privadas, a redução de custos ou subsídio sobre atividades de lazer e transportes para os mais pobres, entre outros, a fim de quebrar e a atenuar as segregações, que, nas configurações atuais, tendem apenas a se aprofundar.