Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 05/05/2020

República Estamental

É notável a crescente distinção social presente atualmente na nossa sociedade. Onde os menos favorecidos financeiramente, são vistos como inferiores pelos mais afortunados. Essa segregação é resultado de uma má gestão de recursos públicos, onde, ou são perdidos para corrupção, ou são usados em projetos que não favorecem a população como um todo. Outra causa é o Código Tributário vigente no país, onde a maior parte dos impostos é cobrada no consumo e não na renda.

Há uma constante rotulação preconceituosa dos moradores de locais mais empobrecidos - favelas -, e o domínio dessas regiões por criminosos implica em mais preconceito por parte dos mais privilegiados. Gerando um distanciamento desses moradores do resto da sociedade. Como a ascensão política das classes pobres é quase impossível, a elite torna-se detentora dos recursos públicos, como a mesma não tem ciência da vida cotidiana nesses locais, não há um investimento para a melhora desse cenário, levando-nos a um ciclo problemático.

Como não há um investimento do Estado para a melhora de vida dos mais pobres, esses não têm acesso à uma boa formação intelectual, e, por conseguinte, não conseguem sair do meio em vive. O que nos remete ao Antigo Regime presente na Europa a tempos. Com isso podemos fazer uma alusão de que vivemos numa “República Estamental”, onde é extremamente difícil mudar de classe socioeconômica.

Em suma, podemos concluir que, há mínimos prejuízos da segregação social para as classes mais ricas, e inúmeros para as classes mais pobres. E que, esse quadro está ligado a uma clico político assustador, onde uma reversão será difícil e trabalhosa. Uma nova gestão de políticas públicas, como projetos de reintegração social das classes afastados, e uma assistência para com essas classes; e também um novo Código Tributário, visando a cobrança de impostos na renda e não no consumo, pode ajudar a mitigar essa problemática.