Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 07/05/2020
A família real chegou ao Brasil por volta dos anos 1800 e trouxe consigo um pouco da cultura europeia, como as manifestações teatrais, bibliotecas e espaços de moda e beleza, porém o acesso a essa cultura ficou restrito a alta sociedade e, paralela a essa realidade, o Brasil atual ainda sofre muito com a segregação das classes sociais.
Dessa forma, pobres e ricos não acessam os mesmos ambientes e ocorre o fenômeno da “camarotização”, em que pessoas ricas frequentam ambientes mais luxuosos e caros pelo simples desejo de estarem em locais exclusivos, causando, assim, uma falha na democracia. Então, essa situação é um problema, porque fere a democracia e os direitos humanos, que almejam promover a igualdade e assegurar o direito ao lazer a todos os cidadãos.
Em contrapartida, pessoas pobres estão conquistando a passos lentos os locais que antes eram de exclusividade da alta sociedade, como por exemplo a ida de empregadas domésticas à Disney, o que faz com que pessoas ricas sintam-se ameaçadas em seus espaços de privilégios e tomem atitudes cada vez mais excludentes, como a implementação de salas VIPs em festas e aeroportos.
Portanto, são necessárias intervenções do Estado para resolver esses problemas. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceira com o Ministério da Economia, dar continuidade às políticas educacionais e desenvolver melhorias no acesso à educação e ao mercado de trabalho, para que pessoas mais pobres tenham condições financeiras de frequentarem tais ambientes, além de uma parceria com o Ministério da Comunicação para a implementação de campanhas socioeducativas com o intuito de promover a união das classes e criar uma estrutura social democrática.