Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/05/2020
O princípio da Isonomia, presente na Constituição Federal, diz que todos são iguais perante a lei. No entanto, ao analisar o cenário de segregação das classes sociais no Brasil, nota-se que essa igualdade encontra-se distante da realidade brasileira. Isso porque a diferença entre o rico e o pobre tem ido muito além do quando de dinheiro cada um possui. Sendo assim, cabe citar o afastamento socioespacial nos grandes centros e o impacto na formação da sociedade como fatores importantes para entender esse cenário.
A princípio, é possível perceber que a segregação socioespacial é um dos mais exemplos de segregação entre classes. A respeito disso, sabe-se que a urbanização desorganizada do Brasil, fez com que a camada com maiores poderes aquisitivos fosse ocupando os melhores lugares dos grandes centros. Enquanto isso, as camadas sociais com menores condições econômicas foram se ajeitando nas periferias das grandes cidades. Isto posto, enxerga-se a realidade de uma grande separação, no qual os riscos ocupam os melhores locais e os pobres acabam tendo como única oportunidade a ocupação das favelas. Com isso, as favelas possuem grandes problemas de saúde com baixos investimentos de saneamento e cuidados básicos reforçando a diferença de uma classe para a outra.
Outra questão, relevante nesse debate, é a diferença de qualidade das escolas públicas e particulares. Á vista disso, é imprescindível dizer que a diferença entre essas duas possibilidades escolares gera grandes impactos. Isso pois o nível de escolaridade oferecido ao aluno diz muito sobre seu futuro e uma possível ingressão não faculdade. Dessa maneira, nota-se a importância do governo estabelecer grande qualidade no ensino público para que qualquer pessoa possa ter as mesmas possibilidades na sociedade. Porém, de acordo com um estudo realizo pela PUC de São Paulo, a média dos estudantes das escolas públicas estaduais é 21,2% inferior aos dos alunos de escolas particulares. Como consequência, cria-se uma disparidade entre as classes sociais ricas e pobres, em que as oportunidades para os mais ricos sempre serão maiores.
Assim, é fundamental, portanto, que o Estado, em parceria com o Ministério da Cidadania, concentrem-se em fazer com que as condições de vida nas periferias sejam melhores, criando postos de saúde e segurança para toda a comunidade, com o intuito de garantir os direitos proposto pela Constituição. Ainda por ações governamentais, cabe ao governo atrelado ao Ministério da Educação, promover novos projetos que vise a equidade entre os estudos de escola pública e particular, a fim de garantir a mesma oportunidade para todo e qualquer indivíduo no futuro. Com a união desses fatores, espera-se alcançar o princípio da Isonomia presente na Constituição Federal.