Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 01/05/2020

No álbum “Sobrevivendo no inferno”, lançado na década de 90 pelo grupo brasileiro de rap “racionais mc’s”, retrata o racismo, a miséria e, sobretudo, a desigualdade social enfrentada pela população dos subúrbios do Brasil. De maneira análoga à história fictícia, a segregação social  é um problema que aflige as camadas menos abastadas da sociedade há séculos, além disso, o preconceito é notório nos espaços de convivência social.

A priori, a discriminação na sociedade hodierna torna-se mais forte desde os princípios do século XX. Sob tal ótica, em 1928 é criado o “Apartheid”, que foi um regime de segregação racial que ocorreu na África do Sul, o qual privilegiava a elite com a cor da pele branca, colocando-os em um patamar de “superioridade” aos negros. Logo, frente ao fato histórico deplorável supracitado, percebe-se  que no Brasil tal panorama ainda é visto, paralelamente, moradores das comunidades além de serem marginalizados são alvos constantes de segregação social, o que colabora para manutenção e o aumento das mazelas preconceituosas.

Ademais, a discriminação das classes sociais acontece de forma escancarada nos locais de convívio entre pessoas. Ora, seguindo este pensamento, segundo a folha de SP um camarote custa em média 1200 reais na capital, o preço exorbitante serve para “elitizar” a festa, fazendo com que pessoas com poder aquisitivo menor procurem outras opções mais alternativas. Nesse sentido, um exemplo catastrófico é o do baile funk de Paraisópolis, que terminou com 9 indivíduos mortos, o trágico episódio mostra que por falta de dinheiro, jovens foram penalizados com a própria vida, com isso a segregação social vem a tona como cruel, implacável e perversa.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os impactos causados pela segregação das classes sociais no Brasil. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Cidadania crie um programa chamado, “todos somos iguais”, por meio de patrocínio estatal, realizando campanhas de conscientização nas redes sociais, que apesar das pessoas terem diferentes condições financeiras nós somos iguais e não deve existir segregação. Somente assim, o problema vigente será resolvido, evitando novos álbuns que falem sobre preconceito, segregação e miséria igual “Sobrevivendo no inferno” do racionais.