Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 01/05/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, o cidadão tem direito à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei. Entretanto, apesar de ter o direito garantido no papel, a segregação de classes sociais no Brasil faz-se limitante quanto ao cumprimento da legislação. Com isso, surge a problemática da desigualdade que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela divisão de classes enraizada  na sociedade há séculos, seja pela superficialidade popularizada pelo capitalismo.

Em primeira análise, infere-se que desde a Idade Antiga é perceptível a segmentação do corpo social. Sob esse viés, apesar da mudança vivenciada pelo mundo desde a antiguidade até a contemporaneidade, a repartição das esferas sociais permanecem semelhantes. Em Roma Antiga, havia uma separação entre a nobreza e os plebeus, no Brasil, há uma repartição quanto a elite e a classe trabalhadora. Nesse ínterim, a discriminação das classes sociais não é um problema que imergiu na pós-modernidade, essa problemática tem-se fincado nas nações durante séculos. Portanto, apesar do incentivo a esse modelo social pelo sistema cartesiano, torna-se notável que o sodalício brasiliense necessita configurar-se de acordo com sua atual realidade e deixar para trás a ideia de superioridade uma corporação  em relação a outra.

Em segunda análise, é perceptível que, no mundo capitalista é mais importante ter do que ser. Sob essa ótica, com o advento da globalização e das redes sociais, os indivíduos do século XXI tem-se tornado cada vez mais submissos ao sistema cartesiano, a tecnologia pulsa ao redor dos cidadãos, mas o mesmo tempo que o sistema lógico-matemático os fez exímios construtores de produtos revolucionários, sequestrou a emoção, colocou em segundo plano a sensibilidade, asfixiou a maneira de encarar e interpretar o sofrimento das pessoas. A dor humana virou estatística. Nesse contexto, a humanidade tem negligenciado a desigualdade e fechado os olhos para aqueles que não possuem oportunidades,. Dessa maneira, o capitalismo age preservando a discriminação de classes e tentando recuperar o modelo de imobilidade social romano.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o Governo Federal deve garantir os direitos assegurados pela Constituição por meio de campanhas sociais que promovam a integração de todas as classes sociais, visando o fim da segregação das esferas. É necessário também, que o Governo em parceria com as instituições de ensino promova programas educativos por meio de uma disciplina voltada para competências para viver no século XXI, visando criar indivíduos críticos e emancipados que possam viver alheios a manipulação capitalista. Construindo assim, uma sociedade mais igualitária.