Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/09/2019
Na obra “O cortiço”, de Aluísio de Azevedo, o escritor retrata o processo de modernização da cidade do Rio de Janeiro, em 1902, liderada por Pereira Passos, cujo caracterizou-se pela campanha do “bota-baixo”, induzindo a ida de pessoas pobres para áreas mais afastadas. Na atualidade, políticas de urbanização desorganizada, como a do Rio de Janeiro, leva ao surgimento dos entraves relacionadas a segregação das classes sociais. Nesse sentido, nota-se que o impasse se dá pelas formas de “higienização” social presente até hoje, que acarreta o grande desrespeito aos direitos dos mais pobres.
Nesse contexto, cabe ressaltar que o motivo desse impasse vem de questões históricas, no qual campanhas de higienização urbana como o de pereira passos, não se restringiu somente à eliminação de vetores das doenças. Indubitavelmente, a urbanização brasileira sofreu um processo de europeização durante o século XX que motivou o grande êxodo de estrangeiros para o país. Nesse sentido, campanhas que de afastamento de “indesejáveis”, como pobres e usuários de entorpecentes, dos centros urbano se fez comum, promovendo-se demasiados preconceitos da sociedade elitista para com pessoas desse perfil. Dessa forma, seguindo o conceito do sociólogo Karl Marx sobre classes sociais, aclasse dominadora, a elite, sempre se sentira superior aqueles vistos como inferiores, os pobres, tornando um fluxo de dominação presente até hoje.
Por conseguinte, devido ao sentimento de soberania de camadas sociais superiores, o ataque aos direitos, como o de ir e vir, proposto na carta Magna, são continuamente quebradas. Segundo a obra “Citizenship and Social Class”, do sociólogo britânico Thomas Marshall, o autor retrata o conceito de cidadania que é o conjunto dos direitos civis, sociais e políticos garantidos a uma população através de uma constituição. Desse modo, seguindo esse raciocínio, os direitos das classes menos favorecida são gravemente feridos, pois, com o aumento de “shoppings centers” e outros espaços de cunho elitista, os indivíduos desprovidos de renda são “impedidos” de transitarem por esses lugares, visto que são constrangidos por olhares preconceituosos. portanto, urge medidas para atenuar esse impasse.
Portanto, algo precisa ser feito para mitigar a questão. Por isso, o Ministério Da Economia conjugado com o Mistério Da Cidadania, por meio da ampliação de projetos como o “minha casa minha vida” e a criação de casas populares para a população mais pobre, deve proporcionar políticas publicas que visem a ida da comunidade de baixa renda para os bairros de classe alta. O fito de tal ação é fornecer o maior incentivo do convívio entre pessoas de diferentes camadas socioeconômicas, para que o valor moral da da sociedade atual mude, proporcionando a atenuação do preconceito e o respeito pleno dos direitos individuais.