Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 03/09/2019

Apartheid brasileiro

Na obra “Admirável Mundo Novo”, o autor Aldous Huxley apresenta uma sociedade dividida por castas.Analogamente, essa distopia pode ser projetada para a realidade visto que, a atual sociedade brasileira já sofre com as consequências causadas por essa segregação social, sendo algumas dessas: a higienização social, a camarotização e o aumento da violência urbana.Nesse contexto, é vital a discussão acerca da segregação das classes sociais no Brasil.

Em primeira análise, pontua-se que a segregação social é um fenômeno socioeconômico e histórico, que diz respeito a perda de interação entre diferentes grupos sociais, dentro de um mesmo espaço urbano.Nesse âmbito, a história brasileira, essa marcada por um passado escravocrata e por uma péssima tentativa de reurbanização do Rio de Janeiro - sendo essas as grandes responsáveis pelo início da cultura de higienização social e pelo aumento da violência urbana -  ocasionou na construção de uma mentalidade discriminatória brasileira, além do início do processo de marginalização social.

Outrossim, a camarotização - segregação humana a partir de seu nível econômico -  também é um fenômeno ocasionado por esse apartheid brasileiro, uma vez que segundo o filósofo Zygmunt Bauman, graças as mudanças sociais e econômicas geradas pela globalização, houve a criação de  um sentimento de individualismo na pequena parcela que detêm o poder econômico, gerando o preconceito para com as classes marginalizadas - negros, pobres, nordestinos, etc - que sofreram com o processo histórico brasileiro.

Por conseguinte,  é mister compreender a necessidade de medidas que revertam a situação.Para tanto, o Ministério da Economia em parceria do Ministério da Cidadania, podem promover políticas públicas sociais como ,por exemplo, por meio da ampliação dos programas sociais como o “Minha casa Minha vida”, visando combater a marginalização dos pobres e a violência urbana.Ademais, cabe ao Ministério da Educação, promover a quebra da mentalidade discriminatória brasileira por meio, por exemplo, de rodas de conversas em escolas, mediante a capacitação dos professores para tais atividades.