Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 12/04/2018

No que se refere ao sedentarismo, pode-se afirmar que o avanço desse mau hábito está se tornando um desencadeador de diversos outros. Nesse sentido, a adquirição desse costume conhecido como mal do século, advém tanto da influência da mídia, quanto da falta de políticas públicas eficientes.

Em primeiro plano, o sedentarismo não está relacionado apenas com a falta de exercícios, mas também com quantidades exageradas de comida, que acabam virando calorias que não conseguem ser eliminadas pelo corpo, sendo assim, muitas vezes a glamourização por veículos de comunicações por lanches “fast-food”, comidas gordurosas e de alto teor calórico, contribui ainda mais para essa temática. Dessa forma, segundo o sociólogo Adorno, a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento do telespectador e muitas vezes força imagens errôneas em suas mentes, isto é, que as empresas acabam normatizando os maus hábitos alimentares e prejudicam massivamente a sociedade, mesmo que universidade de Harward tenha comprovado que a má alimentação aumenta os riscos de doenças crônicas como o câncer.

Ademais, a prática de esportes também é totalmente recomendada por especialistas, entretanto, segundo o IBGE, cerca de 50% dos indivíduos do país não praticam nenhum tipo de atividade física,  sendo assim, as chances de desenvolvimentos de outras doenças aumentam consideravelmente, e faz o assunto virar caso de saúde pública. Porém a falta de interesse demonstrada pela população se da pela falta de objetividade de campanhas públicas, pois a maioria aborda o tema sem atemorizar os receptores, ou seja, a publicidade que não explicitar a relação direta entre sedentarismo e pressão alta, diabetes e obesidade que ocasionam AVC, cegueira e problemas cardíacos respectivamente, não terá os devidos efeitos sobre a população por favorecer o conhecimento prévio do assunto.

Entende-se, portanto, que o Ministério da Saúde deve investir em propagandas mais “invasivas” por intermédio de redes de televisões, revistas e jornais sobre o sedentarismo e suas consequências, assim como citado acima, trazendo informações que se aproximem da realidade. Além disso cabe ao Poder Legislativo a criação de leis que obriguem a entrega de tabelas nutricionais juntos aos lanches, principalmente de empresas de grande porte, já que boa parte dos “lanches rápidos” existe apenas tabelas nutricionais online, o que dificulta a difusão de informações sobre o produto e logo facilita a manipulação das pessoas. Por fim, cabe ao Ministério da Educação a obrigar a todas escolas de ensino fundamental e médio, aulas de educação física práticas e teóricas para a aprendizagem de costumes mais saudáveis, tais como praticar esportes e alimentação balanceada, para que se desenvolva durante a vida adulta e passe de geração para geração.