Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/11/2017
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de sua miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a epidemia de obesidade na sociedade. Com isso, sedentarismo está diretamente relacionado ao indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais, seja pelo contato com novas tecnologias, seja falta de áreas de lazer.
É incontestável que os tablets e smartphones estão mais frequentes na infância do que cordas, bolas e bicicleta. Um “refugio tecnológico” contra a violência dos grandes centros urbanos apoiado pelo incentivo dos pais pelo fascínio de ver o filho dominando telas touchsreen. Gerando impactos negativos para crianças que não sabem definir limites, podendo ter impactos psicológicos e cardiometabolicos até na vida adulta, tendo como sequela aumento do sedentarismo na infância.
Há, entretanto, outo agravante: sedentarismo na idade adulta. Segundo pesquisas, realizada pelo IBGE, 46% dos adultos do país são sedentários (67,2 milhões), dados de 2013. Os benefícios da atividade física bem executados diminuem em 10% o risco de obesidade para cada hora, além de, adultos ativos terem menos despesas com saúde, risco reduzido de doenças e câncer. Porém, as áreas de lazer não são prioridade nas cidades perdendo espaço para shoppings que incentivam o consumo excessivo aliado ao conforto contra a prática esportiva.
Infere-se, portanto, que o sedentarismo é um mal para sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir parques e investir na prática de esportes, além de revitalizar praças públicas destinadas a lazer. Ainda cabe à escola criar palestras sobre os benefícios da prática esportiva e promover jogos internos. Ademais, a sociedade deve mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar pais e crianças sobre os riscos do sedentarismo. Assim, podemos criar um legado que Brás Cubas pudesse se orgulhar do nosso Brasil.