Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/11/2017
No século passado, após a descoberta dos efeitos nocivos do tabagismo à saúde humana, essa prática passou a ser combatida pela comunidade médica internacional. No Brasil, o combate ao fumo do tabaco mostrou-se efetivo, através de advertências explícitas, campanhas de conscientização e aumento da tributação sobre o cigarro, o que contribuiu com a queda dos índices de tabagismo no país. Não obstante, na atualidade, impulsionado pelo advento de novas tecnologias, o sedentarismo se tornou o hábito da população a ser combatido, haja vista seus efeitos nefastos sobre o bem-estar da população.
É indubitável que as comodidades largamente disponíveis no mundo contemporâneo estejam entre as causas da problemática. O uso do automóvel particular como principal meio de locomoção, ao invés da caminhada ou da bicicleta, o advento dos elevadores e das escadas rolantes e até mesmo a invenção do controle remoto são fatores que contribuem, em menor ou maior escala, com a falta da prática de atividades físicas. Por conseguinte, o sedentarismo já atinge cerca de 60% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, e a tendência é de crescimento, uma vez que o surgimento de novas tecnologias tendem a agravar a situação.
Assim sendo, um estilo de vida sedentário acarreta em uma série de prejuízos ao corpo humano. Como exemplo, pode-se citar o ganho de peso, a diminuição do metabolismo e o aumento da pressão arterial. Esses fatores, em conjunto, aumentam o risco de infarto, a incidência de alguns tipos de câncer e ocasionam a mortalidade precoce. Diante de tal cenário, se manter ativo é de fundamental importância, pois aumenta a qualidade e a expectativa de vida do praticante.
Torna-se claro, portanto, que é preciso combater o sedentarismo no Brasil de maneira efetiva e abrangente. Nesse sentido, a fim de tornar a população mais ativa e saudável, cabe à prefeitura de cada cidade incentivar o uso da bicicleta em detrimento do carro particular, mediante a criação de uma extensa rede de ciclovias e a disponibilização de bicicletas para aluguel, como já é feito em Amsterdam. Ao Ministério da Saúde, por sua vez, compete conscientizar a sociedade a respeito do tema, por meio de uma campanha televisiva que aborde a importância da atividade física e da prática de esportes, com o objetivo de melhorar a saúde da sociedade como um todo. Dessarte, poder-se-á reduzir os índices de sedentarismo no país, assim como a prática do tabagismo já foi contida no passado.