Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 30/10/2017

No período Paleolítico, o homem, além de produzir os primeiros artefatos de pedra lascada, tinha exímia atividade física, uma vez que plantava, colhia e caçava. Entretanto, atualmente, o que se atesta entre a população canarinha é exatamente o contrário. Seja pelo estilo de vida acomodado ou até mesmo pela influência midiática, o sedentarismo é o limite que separa o homem pré-histórico do moderno e ainda permeia no coletivo.

Em primeiro lugar, antes de tudo, cabe salientar a lógica da vida contemporânea que influi diretamente na saúde. Segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos, vivemos no auge da globalização - meio-técnico-científico-informacional - caracteristicamente imediatista. Isto é, o caótico mundo capitalista trouxe uma drástica noção por praticidade e rapidez. Dessa maneira, nossas escolhas refletem a essa comodidade, no que tange principalmente a alimentação que, infelizmente, vem tornando-se extremamente calórica com  as famosas comidas prontas.  Porém, a ingestão desses industrializados somado com baixa atividade física acarreta em doenças, como hipertensão e diabetes.

Por outro lado, a persuasão do marketing perverso ao público contribui para a problemática. De acordo com o filósofo Nietzsche em sua teoria do Super Homem, o ser superior  seria aquele capaz de se libertar das amarras sociais, os valores impostos pela sociedade. Entretanto, isso não ocorre com o homem hodierno, uma vez que é alienado pela mídia. As propagandas e promoções são diversas e todas seduzem para o consumo dos fast foods em detrimento aos alimentos saudáveis. Tal ação se torna ainda mais intensa quando envolve o público infantil, que é compelido negativamente com brindes para o consumo de tais produtos.

Mediante os fatos supracitados, fica claro portanto, a premência do sedentarismo e suas complicações em sociedade. Por isso, é indispensável que o Estado ofereça subsídios que incentivem a prática de esportes, como exemplo, a construção de locais adequados para tais fins. Cabe a escola em parceria com o Ministério da Saúde, a instrução através de palestras sobre a alimentação saudável e da atividade física, bem como a mudança do cardápio escolar para privilegiar a saúde para evitar doenças futuras. Já a mídia em conjunto com o Ministério do Esporte, pode informar por meio de campanhas os benefícios da movimentação e dos esportes aos cidadãos a fim de combater o sedentarismo. E, finalmente, consoantes tais medidas, a sociedade desfrutará de bem estar pleno. Pois, já dizia o filósofo Hipócrates que as forças naturais capazes de curar nossas doenças estão dentro de nós.