Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 19/10/2017
Dummond publicou na modernista Revista de Antropofagia, em 1928, o poema “No meio do caminho” que aborda os obstáculos que as pessoas encontram na vida. Trazendo a temática da poesia para o cenário atual, uma das “pedras no meio do caminho” da sociedade do século XXI é o sedentarismo. Nesse sentido, não somente é necessário estimular a prática de atividades físicas, mas também o hábito de uma alimentação saudável. Logo é imperativo construir uma ação conjunta entre União e Prefeituras visando frear esse mal.
Com a correia do dia a dia, principalmente das grandes cidades, as atividades físicas acabam não sendo uma prioridade. Prova disso é que segundo pesquisas realizadas pelo IBGE quase 50% da população é sedentária.Dessa forma, a falta de tempo é sempre a principal desculpa, uma vez que uma carga horária de um trabalhador somada à horas perdidas em coletivos - ônibus e metrôs- falta tempo para prática de exercícios físicos. Nesse cenário, aparecem diversos problema que prejudicam não só a saúde, como também aumenta o nível de estresse, as dores musculares e até mesmo o cansaço.
Em paralelo à questão da ausência da prática de exercícios físicos está a má alimentação. O consumo habitual de alimentos hipo nutritivos, geralmente práticos como os enlatados, os fast foods e os instantâneos, é determinante para o aumento dos níveis de obesidade. Nessa perspectiva, como afirmou o sociólogo polonês, falecido em janeiro deste ano, Zygmunt Bauman, a rapidez é a marca dos indivíduos pós-modernos. Dessa maneira, fica claro que o sedentarismo não é apenas a falta da pártica de atividades esportivas, e sim o consumo de uma grande quantidade de calorias que não são gastas.
Torna-se evidente, portanto que o sedentarismo é um mal, que afeta uma grande parcela da população brasileira, que necessita ser freado. Para isso, com o apoio financeiro da União as prefeituras deveram aumentar as frotas do transporte público para, assim, reduzir o tempo perdido de espera, além de criar o projeto “Academia na praça”, o qual disponibilizaria equipamentos e profissionais para estimular e orientar o cidadão de forma gratuita. Ademais, o Governo Federal deverá criar um programa culinário, de curta duração, veiculado com o apoio de emissoras de TV aberta, que ensinariam o preparo de quentinhas saudáveis e baratas que poderiam ser levadas para o trabalho. Tomadas essas medidas, as pessoas teriam mais tempo para praticarem atividades físicas e ao menos tempo consumiriam menos calorias por refeições eliminando não só o sedentarismo, mas também a possível obesidade.