Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/10/2017

Os avanços tecnológicos e mudanças nos padrões de vida da sociedade ocasionaram uma verdadeira transformação na forma como a sociedade, literalmente, se move. Desse modo, o sedentarismo se apresenta como um grande vilão na sociedade contemporânea, filho da comodidade e pai de inúmeras doenças.

Primeiramente, é interessante observar como o advento da tecnologia modificou não apenas as relações sociais e de trabalho, mas também as formas de movimento. Em outras palavras, há cada vez menos a necessidade de se mover para realizar certas atividades, compras podem ser realizadas em alguns cliques, por exemplo. Assim, resultado disso é, segundo dados do IBGE, uma sociedade cada vez mais sedentária, em que 46% dos indivíduos são sedentários. Dessa forma, a gravidade da situação torna-se evidente, chamando atenção para a necessidade de mudança.

Ademais, convém frisar que o sedentarismo é precursor de inúmeras doenças que atingem um número cada vez maior de pessoas. Como resultado, casos de problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão têm aumentado. Sendo assim, o sedentarismo é atualmente, segundo o endocrinologista Edgar Lisboa, o maior fator de risco e deve ser combatido, evitando essas enfermidades e melhorando a qualidade de vida dos indivíduos.

Portanto, Agências Municipais de Saúde e prefeituras devem, por meio de campanhas veiculadas em rádio e TV e construção de praças e academia ao ar livre, incentivar e facilitar a prática de exercícios físicos, a fim de reduzir o número de indivíduos sedentários e doenças relacionadas e ele. Além disso, o Ministério da Educação pode orientar os professores de educação física a tratarem o tema em sala de aula, mostrando à jovens e crianças os perigos de uma vida sedentária, formando assim adultos mais conscientes sobre seus corpos e saúde e, consequentemente, mais saudáveis.