Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 18/10/2017
A Revolução Industrial, com início no final do século XVIII, abriu portas para intensificação da automação e mecanização da força de trabalho. No entanto, a substituição do homem pela máquina não aconteceu somente no cenário laboral. Agora, no século XXI, esses distintos planos ficam mais evidentes - deixando expostas as consequências trazidas pelo processo supracitado. Apesar do sedentarismo se apresentar como um desses piores efeitos, ele não deve ser considerado como o mal do século.
De fato, há um preocupante número de pessoas sedentárias ao redor do globo. O avanço da tecnologia foi um dos principais responsáveis pela redução das atividades físicas, já que, agora, muito pode ser feito no conforto de casa. O deslocamento do indivíduo deixou de ser necessário para cumprir seus deveres sociais e satisfazer suas vontades e ambições pessoais. Nesse contexto, tal tendência aumenta as chances de doenças cardiovasculares ou respiratórias, por exemplo. Dessa forma, é evidente a necessidade de combater essa problemática.
Em contrapartida, o termo “mal do século” não deveria ser utilizado para descrever o sedentarismo. Caracterizar uma certa questão como a principal da sociedade deste século desconsidera os demais, e também igualmente importantes, problemas do mundo moderno. Transtornos como a ansiedade e depressão, por exemplo, carecem de atenção por diversas instituições, sendo a escola e a família duas das principais, apesar de bastante presentes nos dias de hoje. Logo, fica clara a importância de não apontar para um único mal para caracterizar a atualidade.
Entende-se, portanto, que, embora o sedentarismo precise ser combatido, ele não deve ser interpretado como o principal problema social do século XXI. Cabe, assim, às escolas públicas e privadas discutir com os alunos outras tendências atuais, a fim de que estas recebam a ênfase necessária para seu combate. Além disso, compete à Organização Mundial da Saúde um debate mais frequente acerca do tema para que ele seja contemplado em cenário internacional. Por fim, é de responsabilidade do povo buscar, em sua rotina, a prática constante de exercícios físicos em prol de acabar com esse mal.