Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 12/10/2017

Lord Byron, renomado poeta do Romantismo Inglês, ficou conhecido na Literatura mundial por ser o artista responsável por eleger a melancolia como o mal do século XIX. No entanto, um dos maiores males característicos do século XXI é o sedentarismo, uma vez que é um fator de predisposição ao desenvolvimento de outras perigosas patologias. Desse modo, é imperativo que o Poder Público coatue com a coletividade com o objetivo de reduzir, ao máximo, o número atual de sedentário.

O sedentarismo é um problema identificado a nível global. Prova disso é que somente no Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE, quase 50% da população admite viver em tal condição. Isso se deve, quase sempre, às obrigações laborais e aos compromissos característicos da vida cotidiana e responsáveis por demandar uma grande parte do tempo que as pessoas dispõem. Sendo assim, o tempo remanescente quando não é destinado a momentos de lazer, acabam utilizados para o descanso. Logo, constata-se a privilegiação das responsabilidades sociais, em detrimento do cuidado com a saúde individual, por meio de atividades físicas.

Nesse contexto, a restrita ou inexistente prática de exercícios físicos aumenta a probabilidade de desenvolver outras problemáticas como obesidade, hipertensão, diabetes e complicações cardiovasculares. Isso ocorre, posto que o desenvolvimento dessas doenças está, intimamente, relacionado ao desequilíbrio verificado entre a ingestão de alimentos hipercalóricos e a subutilização da quantidade de calorias ingeridas em atividades físicas ou mesmo em práticas do dia-a-dia. Desta maneira, o sedentarismo compromete a fisiologia do corpo humano, isto é, o seu bom funcionamento e, ´por conseguinte, coloca em risco a integridade da vida.

O sedentarismo é considerado um mal característico do século XXI e, portanto, necessita da atenção governamental e social, tendo em vista suas potenciais consequências negativas para a saúde. A fim não só de frear o crescimento, mas também reduzir o número de sedentários, cabe ao Estado, por meio dos órgãos que regulamentam o trabalho nos distintos países, determinar que os empregadores adotem a prática de ginásticas laborais- já em vigor em algumas empresas- visando o desenvolvimento e manutenção do bem estar, o qual resulta em aumentos na produtividade, pois, os indivíduos passam a trabalhar com maior disposição. Ademas, faz-se imprescindível que a Sociedade Civil Organizada, em especial as ONG’s que militam nessa causa, desenvolva campanhas que incentivem, através de propagandas, palestras e discussões a mudança de hábitos sedentários e, por consequência, a prática de atividades físicas associada a uma alimentação, caloricamente, equilibrada. Adotando essas medidas, o problema discutido estará condenado a extinção.