Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 29/10/2017
O corpo humano, segundo o doutor Drauzio Varella, diferentemente das máquinas que se deterioram com o uso intenso, é danificado pela falta de movimento. É inegável que o sedentarismo afeta, perigosamente, a população de maneira epidêmica uma vez que o mau uso das facilidades tecnológicas, aliado a uma rotina desempenhada sem o mínimo de esforço físico, agrava o problema. Referente ao sedentarismo, é fato que o uso excessivo da tecnologia, não apenas como auxiliadora nas atividades diárias mas como forma de entretenimento, criou uma dependência que conduz à substituição das atividades físicas. Enquanto jogos de realidade virtual prometem uma experiência cada vez mais realista em campos de futebol digitais, que podem ser jogados utilizando o computador ou a televisão, os campos de futebol reais são cada vez menos frequentados.
Além disso, é certo que as muitas horas passadas, por grande parte da população, sentada executando uma atividade que não exige esforço físico criam uma população doente. Legado negativo da revolução industrial, o alarmante aumento nos casos de AVCs, doenças cardiovasculares, obesidade e outras doenças letais consequentes do sedentarismo, enfrentadas comumente por estudante e em diversas profissões, afeta mais da metade da população brasileira, com destaque para os centros urbanos do sudeste do país.
Portanto, é urgente que o poder público unido a midia, ao Ministério da Saúde, incentive a prática de exercícios, promovendo campanhas nas cidades e palestras nas escolas alertando sobre os malefícios de uma vida sedentária, aumentando a carga horária da disciplina de educação física nas escolas. Outrossim, é imprescindível que cada indivíduo adote em sua rotina a prática diária de exercícios, mesmo que apenas caminhando até o trabalho ou substituindo o uso de elevadores por escadas, de maneira a alcançar melhor qualidade de vida.