Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/10/2017
O Homo sapiens estabeleceu-se como espécie a milhares de anos atrás e ao longo desse processo evolutivo desenvolveu uma dieta específica e exercícios físicos regulares, isto porquê, o que moldou essas características ao longo do tempo foram atividades como a caça e alimentação baseada em coleta de frutos, vegetais e leguminosas que eles encontravam em épocas passadas. Mas após a revolução industrial e o advento de novas tecnologias, surge um cenário onde as atividades primitivas tornam-se desnecessárias e nesse contexto surge um comodismo que o homem pré histórico não era acostumado e que precisa parar, pois é extremamente prejudicial, visto que, a saúde humana é antagônica a inatividade.
O sedentarismo tem sido popularizado como “doença do século” ou “mal do século” e, claro, é evidente que ele está presente e como nunca visto antes em outros períodos. Entretanto o problema em si não é um impasse para humanidade, pois, apesar da permanência da inatividade representar grandes riscos a saúde do indivíduo em um futuro próximo, o que seria um problema, contudo, pode ser revertido com mudanças de hábito. Existem doenças sérias e condições perturbadoras nos dias de hoje como: terrorismo, aids, câncer, pandemias, pessoas em condição de refugiados, depressão a pobreza no continente africano, esses sim são impasses que não tem solução simples, pois são problemas complexos e a sua continuidade trarão prejuízos ao mundo a curto, médio e a longo prazo.
Contudo a vida ociosa é um problema e deve ser evitada, apesar de ser algo fácil de resolver tem consequências, como Arthur De Vany cita em sua obra sobre a dieta da evolução, existe um fenômeno chamado “efeito borboleta” que seria uma ínfima irregularidade por si só insignificante, mas que por ser ligada há uma complexidade, como em um sistema, desencadeia uma série de agravamentos que gera uma consequência enorme. Um exemplo seria o colesterol LDL que é bom, mas que estando alto gera problemas cardiovasculares variados. Logo, uma vida ociosa “abre portas” para grandes distúrbios. Segundo o fisiologista Frank Booth o ser humano possui um genoma moldado em um cenário difícil e trabalhoso, mas hoje fazem o contrário e vivem o mais inoperante que pode e isso é ruim.
Uma das melhores formas de resolver problemas sociais é, portanto, com informação é com a comunicação que os seres vivos transmitem ensinamentos. Por isso, agentes de saúde e educadores devem utilizar-se de palestras públicas para reeducar as pessoas a sair do conforto de suas casas e a voltar a fazer exercícios e serem como nossos antepassados foram pelo menos 30 minutos por dia, os palestrantes poderiam levar gráficos e estudos para mostrar os benefícios de ser ativo e os riscos que sofrem os inativos. E sempre deve-se lembrar que o indivíduo com força de vontade faz a diferença.