Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 25/09/2022
Na obra “Odisseia”, do escritor Homero, vê-se o protagonista, após a Guerra de Tróia, cruzando, com muita persistência, um oceano repleto de monstros. É possível estabelecer uma comparação entre essa passagem e o sedentarismo, já que esse “monstro” contemporâneo tem dificultado a “navegação” harmônica da sociedade brasileira, exigindo dela uma postura de enfrentamento perante tal entrave. Desse modo, cabe analisar essa questão.
De antemão, vê-se que o Estado brasileiro tem se afastado de seu caráter democrático ao permitir . Isso porque existe um déficit no processo de conscientização, uma vez que a falta de incentivo à prática de atividades físicas corrobora para um aumento significativo de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e outras comorbidades. Tendo como base os estudos do filósofo Charles de Montesquieu para esclarescer esse contexto, entende-se que a falta de regulação entre os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) tende a intensificar a negligência de garantias constitucionais.
Além disso, compreende-se que aceitar o sedentarismo é banalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem adotado uma postura inerte diante dessa situação, posto que o medo de serem julgados em público tem gerado certa apatia nesses indivíduos, diminuindo assim a busca por ajuda profissional. Esse fato reitera os discursos da filósofa Hannah Arendt, pois se vê que as pessoas vêm perdendo a capacidade de diferenciar o certo do errado devido a um processo de massificação cultural.
Convém, portanto, ressaltar que a falta de atividade física na sociedade deve ser superada. Para isso é necessário exigir do Poder Executivo a conscientização do meio social, por meio do Ministério da Saúde, com o objetivo de sinalizar a importância de uma rotina física e alimentar saudável. Ainda, é necessário garantir assistência médica aos sedentários para que haja a adoção de uma postura não resignada diante das enfermidades que acompanham esse estilo de vida. Assim, seria possível a navegação harmônica da população, como na obra de Homero.