Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/09/2022
É fato que, nos dias atuais, o sedentarismo é um problema de escala global, já que 60% da população mundial enfrenta este mal. Nessa perspectiva, faz-se essencial compreender às causas dessa problemática e a normalização dela, uma vez que ela é comum a diversos indivíduos e, corriqueiramente, não é problematizada. Com base nisso, entre os principais causadores do sedentarismo estão os transtornos mentais e a alienação digital, que são pautas frequentes na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, mais de 50% dos brasileiros sofrem com algum problema relacionado à saúde mental, o que foi muito agravado pela pandemia do Covid - 19. Desse modo, como consequência dos problemas psicológicos, muitas pessoas desenvolvem compulsão alimentar, que juntamente com a cultura de “fast foods” são grandes agravadores do sedentarismo. Ainda, esses transtornos, como depressão e ansiedade, causam desânimo, o que desmotiva o indivíduo a se exercitar, como já foi exposto diversas vezes pelo programa de TV “Quilos Mortais”. Logo, é necessário que esses tópicos sejam analisados com cautela, pois são recorrentes no país.
Ademais, outro fator de contribuição para o “mal do século” é a alienação digital, pois ela faz as pessoas passarem mais tempo no “universo tecnológico” do que no mundo real. Dessa maneira, na obra “Jogador Número 1”, o protagonista relata passar mais tempo no OASIS - simulador virtual de realidade aumentada - do que fora dele, assim, essa alienação que impede os indivídos de se exercitarem e, consequentemente agrava o sedentarismo, é exemplificada. Com isso, é imprescindível que medidas sejam tomadas para solucionar esse problema.
Destarte, cabe às mídias digitais - meio de comunicação mais influente -, por meio de seus algoritmos, recomendarem publicações sobre o sedentarismo e suas consequências, além de emitirem avisos quando os usuários passarem muito tempo na rede, para que assim esse problema seja resolvido. Também, cabe aos aplicativos de “fast food” influenciarem os usuários a comprarem alimentos saudáveis, utilizando cupons de desconto para isso. Dessa forma, gradativamente o “mal do século” poderá ser contido.