Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 07/09/2022

A partir da segunda metade do século XX, com o avanço tecnológico, as realizações humanas tornaram-se gradativamente mais rápidas e dinâmicas, enquanto que o homem em si mostrou- se a cada dia mais lento. O sedentarismo, atualmente, é considerado pela OMS uma pandemia, visto que atinge mais de 46% da população brasileira. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes, as novas tecnologias e a falta de conscientização da população.

A priori, vale dizer que a tecnologia tem impulsionado numerosamente o sedentarismo, pois com esses novos avanços a rotina ficou cada vez mais cômoda, fazendo com que os indivíduos se movimentem cada vez menos durante o dia a dia. Nessa perspectiva, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em pesquisa realizada em 2013, aproximadamente 68 milhões de brasileiros não praticavam exercícios físicos, corroborando o cenário alarmante em que muitos brasileiros se encontram.

Outrossim, junto ao sedentarismo vem a má alimentação, visto que as pessoas estão cada vez mais cômodas, ir para a cozinha preparar o seu próprio alimento está se tornando uma atividade menos frequente. Esses indivíduos acabam optando por comidas que já vem pronta para o consumo como fast foods e comidas congeladas. Porem a maioria desse tipo de alimento contem baixo valor nutricional podendo causar inúmeros problemas ao corpo, dentre eles destaca-se o acumulo de gordura corporal, aumentando em média 54% das chances de ter infarto e 50% de desenvolver doenças cardiovasculares como o AVC. Desse modo, faz-se necessário que as pessoas se preocupem mais com sua alimentação.

Por fim, diante dos desafios supremaciados, é necessário a adoção de medidas que venham solucionar a temática. Dessa forma, o MEC em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover palestras em escolas ministradas por profissionais da área, direcionadas aos jovens, alertando-os sobre os riscos do sedentarismo, para que eles entendam melhor o que atualmente é considerado o mal do século. Também é de suma importância que o governo faça ações nas cidades levando profissionais da saúde para fazer exames de rotina na população. Com essas e outras iniciativas, o Brasil pode reduzir essa problemática.