Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/07/2022
A Constituição brasileira garante o direito à saúde a todos os cidadãos. Todavia, o sedentarismo entre a população fere isso. Esse comportamento ocorre devido ao avanço da tecnologia e à desigualdade social. Logo, é necessário solucionar tal panorama.
Em realidade, destaca-se o progresso tecnológico como uma das causas do sedentarismo. Sob essa ótica, vale citar o filme “Wall-E”, cujo enredo mostra um mundo no qual as pessoas são deveras sedentárias e dependentes de robôs para qualquer atividade. Apesar de fictícia, a obra critica o uso inadequado das tecnologias, dado que isso pode acarretar a falta de exercícios físicos e impactar negativamente o corpo e a saúde do sujeito. Por conseguinte, esses indivíduos ficam suscetíveis a desenvolver doenças, tais quais obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
Ademais, é importante salientar a desigualdade social. Segundo o sociólogo Florestan Fernandes, o Brasil é marcado por disparidades sociais e econômicas. Nesse sentido, muitos cidadãos de classe baixa não possuem condições de se dedicarem a atividades físicas, haja vista a ausência de tempo disponível e recursos financeiros para frequentarem academias e outros clubes de ginástica. Ante o exposto, nota-se que a heterogeneidade socioeconômica é um agravante à problemática do sedentarismo.
Portanto, é preciso resolver o cenário em discussão. Para tanto, a fim de minimizar a presença do sedentarismo no Brasil, cabe ao Ministério da Cidadania, aliado ao Ministério da Saúde, fomentar a prática de exercícios físicos, mediante não só a construção de espaços públicos para isso, mas também a conscientização sobre os malefícios do hábito sedentário na esfera midiática, a exemplo de televisão, redes sociais e rádio, de modo a contornar as diferenças sociais e evitar a ocorrência de doenças resultantes da ociosidade. Destarte, a Constituição será respeitada.