Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/05/2022
Antes da Revolução Industrial, o trabalho era focado na manufatura, exigindo do indivíduo maior movimentação e esforço. Contudo, atualmente, após todos os avanços e a evolução para a maquinofatura, muitas pessoas trabalham sem fazerem movimento algum, e, em seu tempo livre, não praticam atividades físicas. Esse cenário de trabalho da maioria da população, juntamente com o avanço e uso das tecnologias, contribuem para o desenvolvimento do que é conhecido como o grande mal do século: o sedentarismo.
Com as rotinas de trabalho atuais, é impossível suprir o gasto de calorias necessário para o bom funcionamento do corpo e, quando vão para casa, as pessoas ignoram a necessidade de praticarem algo que faça com que gastem essa energia. Isso pode ser explicado pelo fato de o sedentarismo não trazer malefícios a curto prazo. Porém, a longo prazo, pode ocasionar em obesidade, diabetes, deficiência hormonal e até mesmo em câncer na tireoide. Em vista disso, o endocrinologista Edgar Lisboa afirma que sem combater o sedentarismo, não é possível curar as demais doenças citadas.
Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde, a condição está presente em mais de 60% da população mundial. Esses números podem ser explicados pelo aumento de uma concorrente das atividades físicas: a tecnologia. Com o avanço dela, tornou-se mais interessante e tentador ficar parado usufruindo disso, do que sair para, por exemplo, praticar uma corrida. Aliás, numa corrida entre essas duas opções quem vence, infelizmente, é a tecnologia.
Portanto, para resolver esse problema, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, promovam palestras nas escolas e hospitais, conscientizando a população sobre os malefícios do sedentarismo, a importância da prática de atividades físicas e os perigos que as tecnologias apresentam quando não usadas da maneira correta e de forma moderada. Além disso, é dever das prefeituras municipais a criação de atividades físicas periódicas em grupo, como danças, pilates, esportes no geral, disponibilizando locais como ginásios, quadras e praças, incentivando a população a sair do sedentarismo.