Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/05/2022
O conceito de Habitus, formulado por Pierre Bourdieu, contribui para a compreensão de que a vida dos atores sociais é composta por uma série de relações históricas e experiências socias, é um sistema mental de disposições que são duráveis e transponíveis. A partir desssa construção sociológica, para fomentar a discussão sobre o sedentarismo, pode-se afirmar que é muito comum na sociedade atual, uma vez que com tantas tecnologias presentes não encontram a necessidade de praticar exercícios físicos. Assim, é preciso questionar o por que do abandono dessas práticas que levam ao sedentarismo, bem como analisar seus impactos na sociedade.
Em face desse questionamento inicial, é importante esclarecer que o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias durante a semana, em razão da falta de exercícios. Diante disso, é preciso analisar o por que do abandono dessas práticas, segundo o IBGE, 46% da população do Brasil é sedentária, desses 46% um terço alega não haver a necessidade, o restante reconhece o erro mas diz faltar tempo e que em sua família não ocorre essa prática. O que confirma a percepção de Bourdieu, que diz que a vida dos atores sociais seria composta por relações históricas, em um sistema transponível.
Ainda nessa linha de raciocínio, é necessário acrescentar que o abandono dessas práticas causam muitos impactos negativos na sociedade. Aliás, não há dúvidas que esse é um dos principais motivos para o aumento de problemas de saúde, segundo a OMS, 10% da população mundial sofre de diabetes e 28% de hipertensão, dois problemas que são influenciados diretamente pelas práticas de exercícios físicos. O que confirma uma frase dita por Bauman, que a sociedade contemporânea seria marcada por um agir com insensatez.
Diante do exposto, constata-se que a populção sofre com o sedentarismo. Logo, para desconstrução desse cenário, o Governo Federal, junto aos 3 Poderes, deve criar campanhas que incentivem e mostrem a importância necessária da realização dessas práticas. Ademais, o Ministério da Educação deve modificar pilares escolares que ensinam sobre o assunto, formando assim uma geração capacitada e que saiba de sua devida importância.