Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 10/05/2022
Segundo Zygmunt Bauman e sua tese da “modernidade líquida”, as relações contemporâneas do século XXI são marcadas pela volatilidade dos laços. Dessa forma, a degradação da saúde mundial e o sedentarismo são produtos das facilidades geradas com a modernidade e o desinteresse das grandes empresas na saúde de seus consumidores.
Sob esse viés, a evolução tecnológica foi decisiva para o processo de aumento de sedentarismo. Dessa maneira, a Revolução Industrial ocorrida no século XVIII foi um divisor de águas para a tecnologia da época e início da modernidade hodierna. Conseguinte, as tecnologias introduzidas para facilitar o nosso cotidiano geraram um comodismo sobre a situação, logo, resultando em uma maior incidência de predisposição e surgimento de doenças, por exemplo, como diabetes e obesidade, acompanhadas pelo desinteresse de uma mudança no status quo.
Ademais, outro fator que influencia o sedentarismo atual é a indiferença das grandes empresas em influenciar uma vida saudável para a população. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 60% da população mundial é sedentária, logo, evidenciando que apesar de mais da metade do mundo sofrer esta anomalia, o problema persiste devido a estratégia das empresas alimentícias em gerar lucros sob produtos saudáveis. Dessarte, é nítida a manipulação das grandes empresas ao elevar os preços de alimentos saudáveis, portanto, impedindo a democratização de uma alimentação saudável e balanceada a todos.
Em suma, é notória a importância do combate ao sedentarismo, cabendo ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, utilizar recursos financeiros para promover propagandas a favor de exercícios e alimentação saudável. Nessas propagandas, médicos iriam alertar, com o uso das principais plataformas digitais e midiáticas, sobre os perigos e as limitações que o sedentarismo pode gerar na vida de um ser humano, além de mostrar como as doenças adquiridas graças ao sedentarismo, tal como hipertensão e doenças cardíacas, podem encurtar a vida. Assim, o Brasil irá caminhar para um futuro mais saudável e com uma melhor expectativa de vida.