Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

No filme “Wall-e”, os humanos que residem na nave espacial sofrem com as consequências de um sedentarismo advindo do grande avanço tecnológico. De for-ma análoga, os cidadãos têm estado cada vez mais inertes, o que pode acarretar em vários efeitos adversos para sua saúde no futuro, como, por exemplo, doenças cardiovasculares. Essa crescente se deve à tecnologia, que torna a movimentação menos necessária no cotidiano, e à falta de incentivo para uma vida mais saudável.

Diante desse cenário, é notório que a evolução do meio digital contribui para a falta de exercícios no dia a dia da população. Isso se dá porque tarefas que anteri-ormente exigiam certo esforço físico não o exigem mais, pois foram reinventadas com a tecnologia. Essa situação causa um grande aumento no número de sedentá-rios do Brasil e do mundo, o que é comprovado através dos dados do IBGE, que afirmam que o sedentarismo está na vida de mais de 40% dos adultos. Assim, a ina-tividade pode se tornar um dos males mais comuns na vida das pessoas e, consequentemente, ser caracterizado como mal do século.

Sob esse viés, é perceptível que não há iniciativas suficientes para reverter esse quadro de avanço do sedentarismo. Esse fator é uma falha grave com o cidadão, como afirma John Locke em sua teoria, que diz que o governo estabelece um con-trato social pelo qual deve zelar e assim garantir o bem estar à população. Ou seja, embora haja um aumento nos casos de inércia, não existem medidas contrári-as a isso na proporção adequada. Dessa forma, os sedentários não sabem que sua condição é perigosa e nem como revertê-la.

Portanto, é necessário que o governo, por meio do Ministério da Saúde - órgão responsável por políticas públicas que permitam uma vida saudável aos cidadãos - elabore campanhas informativas sobre o sedentarismo. Essas propagandas deve-rão esclarecer o que é a vida sedentária, seus malefícios e fornecer dicas para tor-nar o cotidiano mais ativo. Tal ação servirá para conscientizar boa parte da popu-lação, que tomará ciência da própria condição e, a partir disso, poderá tomar atitu-des que mudem seus hábitos. Assim, ela se afastará da realidade dos humanos vis-tos no filme “Wall-e”.