Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

Segundo Émile Durkheim, um dos célebres teóricos do século XIX, a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo” por apresentar funcionalidade integrada. Hodiernamente, contudo, a ausência de políticas de saúde capazes de reeducar os cidadãos é responsável por nutrir o sedentarismo no território nacional. Neste âmbito, um ideal de depreciação física é instalado na população. Destarte, a interligação entre os segmentos do “organismo biológico” não é efetuada, afetando todo o aprimoramento social e a qualidade de vida no país.

A priori, deve-se destacar que a ausência de atividades ocupacionais com alto gasto calórico é um fator conjuntural. Isto é devido a uma mudança no estilo de vida pessoal. Nesse contexto, o aval do capitalismo cultural e a inocência do governo em promover programas para mudar os costumes brasileiros impõem à sociedade um padrão de vida baseado no conforto. Com isso, a substituição da atividade física por distrações tecnológicas gerou um círculo vicioso de sedentarismo, que se concentra no Brasil em cerca de 65 milhões de inativos, segundo dados divulgados em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A posteriori, é indispensável destacar, ainda que, a presença de práticas alimentares acentua o problema. Isso decorre do ganho excessivo de peso por parte dos indivíduos. Em vista disso, partindo dos estudos sobre fisiologia encontrados no portal eletrônico do renomado médico Dráuzio Varella, de 2015, prevalência de dietas inadequadas e o baixo consumo energético expõem os pacientes ao quadro precursor da Diabete Mellitus do tipo II. Por conseguinte, gastos com tratamentos específicos são gerados aos cofres públicos e a reabilitação do diabético torna-se mais complexa.

Fica evidente, portanto que os fundamentos de um estilo de vida sedentário estão enraizados em hábitos coletivos e reforçados por políticas de saúde mal elaboradas. Para reverter isso, o Ministério da Educação deve investir em eventos esportivos nas escolas e comunidades, incluindo a participação de alunos, professores e familiares, por meio de palestras e conferências que demonstrem a importância da atividade física desde cedo.