Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

A animação Wall-e, lançada em 2008, retrata um futuro onde os indivíduos vivem tão interligados com a tecnologia que não conseguem realizar atividades que exijam esforço físico. Analogamente, no Brasil hodierno já pode-se observar casos severos de sedentarismo ocasionados pela constante evolução tecnológica, e representando riscos para a saúde da população.

A princípio, é válido destacar que o sedentarismo atingiu tamanha proporção devido às inovações tecnológicas. Segundo a matéria “Smartphone: o novo cigarro” publicada pela revista Super Interessante, as marcas de tecnologia usam recursos de psicologia e neurologia para viciar seus consumidores. Sob essa óptica, torna-se evidente que muitos indíviduos tornam-se dependentes dos meios tecnológicos não só pela comodidade, mas também pelo vício. Tal dependência contribui para que o sedentarismo seja o mal do século.

Ademais, deve-se salientar que este estilo de vida tem sérias implicações para a saúde do indivíduo. Nessa perspectiva, a Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física como o quarto maior fator de risco de morte no mundo, corroborando sua afirmação de que promove o aparecimento e agravamento de condições como hipertensão e diabetes, pois essas condições são graves e muitas vezes levam à morte. Logo, ações efetivas precisam ser tomadas para combater esse problema.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar essa problemática. Para tanto, o Ministério da Saúde deve criar um projeto de incentivo à vida saudável, mediante substituição de propagandas de fast food e aparelhos eletrônicos nos horários de pico por propagandas promotoras de exercícios físicos, para estimular a adesão à vida mais ativa. As propagandas devem, ainda, ser realizadas por personalidades famosas e ser veiculadas na televisão e nas redes sociais. Com essas iniciativas o Brasil camnhará para um futuro diferente do retratado em Wall-e.