Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

No filme “Forrest Gump”, a personagem principal, Forest, tem como principal característica a vida repleta de atividades físicas diversas que leva, mantendo-se sempre ativo. Diferentemente da ficção, a rotina diária cada vez menos fisicamente ativa e mais desregrada, que configura o sedentarismo, tornou-se extremamente recorrente e maléfica. Dessa forma, a ausência de exercícios físicos diários e uma alimentação fora dos padrões são causas do sedentarismo e explicam sua denominação: “mal do século”.

Nesse sentido, compreende-se que a rotina acelerada da atualidade não permite que haja grandes espaços para a realização das atividades físicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% da população mundial não pratica nenhuma atividade física. Ou seja, boa parte dos indivíduos são fisicamente inativos e não movimentam-se para além do trabalho, estudo ou atividades domésticas, o que pode, além de causar inúmeros problemas de saúde, configurar até mesmo um grave sedentarismo. Esse aspecto deve ser combatido tendo em vista, especialmente, a melhora da qualidade de vida dessas pessoas.

Ademais, além da falta de atividades corporais, uma alimentação desregrada também provoca sedentarismo. Assim, segundo estatísticas da Universidade de Washington, 1 em 5 óbitos no mundo em 2017 foram provocados por má alimentação. Isto é, a agitação habitual, a praticidade e atração dos ultraprocessados e fast-food, que culminam, muitas vezes, em uma alimentação desregrada podem levar também ao sedentarismo e, inclusive, a morte. Compreende-se, então, que há grande necessidade de uma mudança de hábitos para evitar tais culminâncias.

Portanto, entende-se o papel fundamental dos fatores de exercício e alimentação na construção do sedentarismo hodierno. Nesse sentido, cabe à Organização Mundial da Saúde, em parceria com as autoridades locais de cada nação, a criação do projeto “Mude-se”, a fim de criar, através da promoção de diversas atividades interativas, uma consciência coletiva que promova mudanças no panorama do sedentarismo. Com essas medidas, realidades como a de “Forest Gump” serão mais comuns.