Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 19/04/2022
Tendo em vista que cada vez mais brasileiros são considerados sedentários, discutir esse tema e suas consequências tornou-se inevitável, tanto para os cidadã-os individualmente, quanto socialmente. O sedentarismo, enquanto um problema silencioso com efeitos de longo prazo, não tem recebido a atenção que merece por parte das autoridades governamentais, mesmo sendo uma responsabilidade da saúde pública que precisa ser tratada.
Com a consolidação da globalização na sistemática econômica, o acesso às tecno-logias digitais tem facilitado a rotina das pessoas, de modo que são perceptíveis os “atalhos” para quem não tem tempo livre devido ao trabalho diário e às atividades familiares, es também para o exercício físico. O comodismo, no entanto, não é a única razão pela qual o sedentarismo cresce na sociedade. A pouca atenção dos órgãos de saúde pública ao problema e suas consequências futuras, bem como a falta de incentivos para práticas mais saudáveis, como esportes, dança e muscula-ção, têm contribuído para o baixo interesse dos cidadãos por atividades mais ati-vas.
Pessoas com estilo de vida sedentário vivenciam um processo de degradação estrutural e funcional, perda da mobilidade articular e comprometimento da fun-ção de vários órgãos, aumentando assim a probabilidade de desenvolver diversas doenças, principalmente as cardiovasculares, tornando o sedentarismo um dos principais problemas de saúde pública, que atualmente não é tratado com a devida seriedade. E embora algumas medidas tenham sido tomadas para impedir que o sedentarismo se torne uma realidade social, como investimentos em academias comunitárias, praças locais e trilhas para caminhadas, o problema persiste, suge-rindo a ausência de ações suficientemente impactantes
Diante disso, a fim de amenizar o problema do crescente número de cidadãos sedentários no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde desenvolva ações que visem conscientizar as pessoas sobre os malefícios do sedentarismo e crie pro-jetos mais efetivos para com o combate deste. Além disso, é importante que as instituições de abordem esse tema, possibilitando a criação de gerações mais ativas, para que assim o impacto do sedentarismo seja de fato minimizado.