Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 19/03/2021
No desenrolar do filme “Wall-e”, é retratado a vida a partir do ano de 2.700, onde as pessoas sofrem com o comodismo da vida moderna. Entretanto o desenvolvimento do sedentarismo é característico da atual conjuntura brasileira. Nesse liame, por analogia, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista a omissão do governo em concordância com o contraste social existente na sociedade.
A princípio, convém ressaltar a ausência de medidas governamentais que enfrentem os publicidades que enaltecem hábitos negativos. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à saúde, a promoção do “marketing” que incite práticas saudáveis é pouco exercida, o que impede que essa norma constitucional, na prática, seja plenamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Contudo, verifica-se que o atual contexto se mostra distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que a proliferação excessiva de propagandas de alimentação pouco nutritiva contribui para o comprometimento corporal e mental dos indivíduos.
Ademais, convém observar a falta de acesso enfrentada por parte da população às informações relativas à saúde. Nesse sentido, é errôneo afirmar que a desigualdade social provém do contexto hodierno, tendo em conta que com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, por volta de 1808, o acesso aos profissionais da saúde equivaliam a uma exclusividade das classes economicamente favorecidas. Desse modo, na sociedade, diversas pessoas enfrentam dificuldades ao acesso à nutricionistas, como também lugares destinados à prática de exercício, em virtude da falta de condições monetárias, o que as levam a não atentar-se a integridade física-corporal. Logo, é inadmissível que esse nocivo dado ocorra, visto que a prevalência de práticas não saudáveis nos vários segmentos sociais da população colabora para o avanço do sedentarismo.
Destarte, compete ao Ministério da Saúde-responsável pelos direitos nessa área- a implementações de atividades físicos em espaços, como parques, e em ambientes privados. Isso deve ser feito por meio de financiamentos em novos profissionais capacitados na promoção de qualidade de saúde. Essa ação possui a finalidade de não só sensibilização dos indivíduos infanto-juvenil aos adultos, como também efetivar a elucidação da população brasileira sobre o conhecimento das práticas saudáveis. Dessa forma, espera- se que os direitos dos indivíduos sejam devidamente assegurados, da maneira prevista por Hobbes.