Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 11/03/2021
Promulgado pela ONU, Organização das Nações Unidas, em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. Conquanto, a excessiva valorização do desenvolvimento mercantil na economia impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Desta forma, vale analisar os fatores que contribuem com o agravante.
A saúde é um dos principais fatores para o desenvolvimento de um país. Sendo, atualmente, subdesenvolvido seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste contrate é claramente refletido na indisponibilidade temporal que o proletário tem para conseguir realizar atividades físicas no intuito de aumentar sua qualidade de vida. Onde há necessidade de fazer jornadas de trabalho longas para ganhar seu sustento, além de atividades domésticas cotidianas. De acordo com a pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada em 18.09.2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “mostra que, na população de 18 anos ou mais de idade, 40,3% foram classificados como insuficientemente ativos, ou seja, não praticaram atividade física ou praticaram por menos do que 150 minutos por semana considerando lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho”.
Vale, ainda, salientar o estímulo ao uso da tecnologia nas horas vagas como política do pão e circo para o entretenimento contemporâneo como impulsionador do problema. De acordo com Zygmont Bauman, sociólogo polonês, “A falta de solidez nas relações políticas, econômicas e sociais é característica da modernidade líquida vivida no século XXI”. Logo, é inadmissível acreditar que em um país como o Brasil a população não tenha tempo de cuidar da própria saúde devido a exploração física, emocional e psicológica que sofre em suas cargas horárias diárias.
Portanto, indubitavelmente medidas devem ser tomadas. O ministério da economia, junto com economistas e o presidente, reavaliar as condições econômicas do país e criar uma estratégia para a redistribuição de renda de forma que visem a equidade social no intuito de melhorar a qualidade de vida da população e dar continuidade no desenvolvimento social do país. Além disso, o ministério da saúde, junto com o ministério do trabalho, deve através de propagandas na televisão aberta divulgar a necessidade e a importância da realização de atividades físicas mostrando os principais agravantes epidemiológicos que o sedentarismo trás. Desta forma, o Brasil poderia superar esse impasse.