Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 16/03/2021
Segundo o filósofo grego Platão, “o importante não é só viver, mas viver bem”; ou seja, a qualidade de vida e a saúde são tão importantes para um indivíduo ao ponto de ultrapassar a própria existência. Conquanto, a prática cotidiana concernente a esse pensamento não pode ser observada, já que o sedentarismo tem sido a “prática” de grande parte da população brasileira. Portanto, convém discutir e analisar as principais causas, como as facilidades trazidas pela tecnologia, e as consequências, como os diversos problemas para a saúde física e mental, advindos sedentarismo, tido por muitos como o mal do século.
Diante desse cenário, pode-se destacar o advento da tecnologia de ponta como uma das principais causas desse problema. A robotização, tanto dos eletrodomésticos, que fazem praticamente tudo sozinhos dentro da casas, como do ambiente de trabalho, nos escritórios e nas fábricas, levam os indivíduos a fazerem cada vez menos esforço, dar menos passos e realizar menos trabalhos braçais que exijam queima de calorias, o que contribui para o sedentarismo. É inaceitável que o Brasil, país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante qualidade de vida e bem estar para todos, continue alheio e imóvel perante esse problema.
Além disso, é possível evidenciar problemas de saúde como diabetes, hipertensão, comportamentos obsessivos e compulsivos, e até mesmo depressão como algumas das principais consequências do sedentarismo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 60% da população brasileira é sedentária; e desses 60%, 45% possuem problemas cardíacos, diabetes ou alguma doença mental. Isso tudo, além de sobrecarregar o Sistema Único de Saúde (SUS) e tornar mais lento os atendimentos e procedimentos, também contribui para a má qualidade de vida da população. É inadmissível que o Estado permaneça sem tomar providências a respeito desse assunto, já que na Constituição Federal de 1988 consta que todos têm direito à saúde e bem estar.
Destarte, compete ao Ministério da Saúde a realização de parcerias público-privadas com as grandes empresas midiáticas para a promoção de propagandas, palestras, reportagens e programas de saúde que alertem e conscientizem a população a respeito do risco do sedentarismo e da importância dos exercícios físicos, contando com médicos, repórteres e materiais de qualidade, que possam auxiliar o público desse conteúdo. Espera-se, com isso, que o pensamento de Platão seja posto em prática, juntamente com a Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, levando a população a ter uma melhor qualidade de vida.