Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 17/02/2021
A Teoria Multicausal, fundamentada e aceita após a segunda metade do século 20, defende que as doenças são causadas por diversos fatores relacionados, além de apenas agentes biológicos específicos. Dessa forma, o crescente aumento no número de casos de pessoas sedentárias provém de vários fatores, ademais das pré disposições genéticas relacionadas ao sedentarismo. Dentre essas. é relevante destacar a falta de investimento estatal em locais próprios para exercícios, e a relação negativa entre o uso de tecnologias com a falta de exercício e má alimentação.
Convém ressaltar, a princípio, que o pouco investimento do Estado em meios que incentivem a prática de esportes é primordial para o crescente contigente de pessoas sedentárias. O Artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante aos cidadãos direitos básicos como saúde e lazer. Contudo, tais direitos não são plenamente exercídos, tendo em vista a pouca utilização de verbas para a construção de ciclovias, estimulando a prática de andar de bicicleta; a falta de espaços modernos e públicos com equipamentos para fazer exercícios, e, por fim, o ínfimo número de piscinas públicas que promovam a prática de exercícios aeróbios como natação. Dessa forma, torna-se indispensável a melhoria na forma de distribuição de capital.
Ademais, o advento da tecnologia, pós Guerra Fria, aumenta consideravelmente o número de indivíduos com acesso a internet e aparelhos digitais. Assim, essa prática é uma grande aliada para o sedentarismo, visto que o ser humano é exposto desde cedo aos meios digitais, criando um vínculo vicioso no qual é preferível ficar em casa, sem se movimentar, e aproveitar a tecnologia, do que sair para realizar exercícios. Criando uma geração de crianças que não brincam nas ruas e adultos que, consequentemente, não se exercitam. Essa falta de exercícios, normalmente aliada a maus hábitos alimentares, ocasiona doenças relacionadas ao sedentarismo, como doenças cadiorvasculares e obesidade, que prejudicam consideravelmente saúde e bem-estar.
Logo, a fim de que o número de pessoas sedentárias diminua consideravelmente, urge ao Ministério da Infraestrutura, aliado a Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, o financiamento de políticas públicas voltadas a renovação e construção de espaços comunitários com grandes parques e programas de exercícios, assim como ciclovias e piscinas públicas. Em consonância a veículos midiáticos que promovam programas de exercícios de pais e filhos, incentivando desde a infância a prática de esportes, com instrutores de educação física nos locais já previamente estruturados, a fim de que o acesso a meios de exercícios físicos seja facilitado. Dessa forma, o contigente de sedentários dimuirá a medida que a saúde e bem estar aumentarão.