Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 01/02/2021

“Se você vive uma vida que não te permite fazer 30 minutos exercício físico por dia, me desculpe, mas você está vivendo errado”. Esta frase de Diego Palladine, educador físico e escritor, nos possibilita refletir como o século XXI piorou as nossas vidas. Nesse tempo, o ser humano mudou sua rotina completamente para o mal: atividades pouco manuais e a digitalização do entretenimento trouxeram hábitos nocivos a saúde.

Em primeiro lugar, nossos trabalhos passaram a ser intelectuais. É notório que os seres humanos primitivos tinham que exaurir seus corpos para conseguir recursos para a sua subsistência. Entretanto, cada vez mais pessoas sobrevivem fazendo pouco exforço físico. Uma pesquisa do Diretório Nacional do Esporte mostrou que 87% dos sendentários trabalham sentados mais de 6 horas por dia.

Ademais, não só ficamos parados no emprego, mas também em casa. Drauzio Varella, médico e escritor, relatou em um vídeo como se divertia em sua infância: “jogavamos bola até o anoitecer”. Todavia, a forma de se divertir também se sedentarizou. A digitalização do entreterimento é um perigo que muitos ignoram. Dados da empresa AdColony revelam que a média de horas destiandas a jogar digitalmente aumentou de 3,2 horas para 5 horas por dia.

Em suma, o mal do século passou a ser falta de movimento. Para conseguirmos contornar a situação a Câmara dos Deputados deve criar,  urgentemente, um projeto de lei que obriga as empresas a zelarem pelo bem estar dos seus funcionários por meio de descansos obrigatórios em pé, isto é, a cada duas horas trabalhadas o funcionário deverá ficar em pé por 15 minutos. Assim fazendo-o movimentar no seu emprego e reduzindo o nível de sedentarismo relacionado ao trabalho. Além disso, o projeto de lei deverá estipular um limite máximo de tempo de jogo digital. Assim que o jogador concluir 2 horas de jogo, a empresa responsável, remotamente, deverá desligar o jogo. Fazendo assim com que o jogador fique menos tempo parado em casa.