Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/01/2021

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo está presente em mais de 50% da população mudial. Nesse contexto, é inegável que há impactos da vida sedentária no desenvolvimento humano, especificamente, no Brasil. Assim, é importante observar o imediatismo social e a necessidade do debate no que tange ao novo grande mal do século.

Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a liquidez na sociedade moderna pauta-se no imediatismo. Ou seja, vivemos numa era extremamente acelerada. Portanto, evidencia-se que a cultura imediatista influencia no agravamento do sedentarismo no país. Isso porque a relação trabalho-indivíduo, muito criticada pela ótica marxista, ocorre numa velocidade preocupante. Certamente, grande parte da população está presa as suas obrigações diárias, como trabalhar num período integral, e acabam não tendo tempo para focar em exercícios físicos. Já que a velocidade da rotina impede um foco maior na saúde.

Além disso, também é importante pontuar a necessidade do deabte sobre a problemática em pauta. De certo, é por meio da troca de ideias, sob os mais variados pontos de vista, como defende o Método Dialético, que o indivíduo adquire conhecimento e passa a ter consciência sobre o assunto. Contudo, no que diz respeito ao sedentarismo na sociedade atual, nota-se um silenciamento acerca do assunto, uma vez que há o crescimento exponencial da vida sedentária no país. Nessa ótica, apenas o debate pode conter esse avanço mediante uma mobilização social. Afinal, como defende o filósofo Jurgen Habermas, a linguaguem possui poder de ação.

Logo, medidas estratégicas devem ser tomadas para emancipar o diálogo acerca do novo mal do século. Para que isso ocorra, as escolas, instituições de transformação individual e coletiva, devem promover, na grade extracurricular, cineclubes mensais abertos aos alunos, familiaries, professores e público em geral. Isso ocorrerá por meio de exibições de filmes e documentários acerca do sedentarismo, além de rodas de debates ao final de cada sessão. A fim de proporcionar, mediante o diálogo, uma visão crítica sobre os impactos da vida sedentária na sociedade atual e, por conseguinte, reduzir essa problemática.