Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 14/01/2021
Na fase neolítica da pré-história, houve a sedentarização do homem no mundo, em que esse passou a se fixar no local onde plantaria, moraria e construiria sua família.Com o passar do tempo, a palavra sedentário criou novas variantes e passou a ser motivo de preocupação para a geração atual, visto que o número de pessoas com problemas decorrentes do sedentarismo, por exemplo hipertensão, diabetes e obesidade, aumentou alarmantemente. Diante dos impactos causados pela inercia física, medidas são necessárias para amenizar a gravidade do problema que tem entre as principais causas a romantização do esporte e a cultura do imediatismo.
Em primeiro lugar, o esporte ainda é visto, por muitos, como oportunidade de ascender socialmente e de se tornar profissional nessa área. Entretanto, no âmbito da saúde, há pouco conhecimento e valorização das práticas esportivas. Segundo pesquisa divulgada pela Agência Brasil, em 2018, a América Latina tem os maiores índices de sedentarismo do mundo, com o Brasil liderando a lista dos países sedentários desse continente. Dessa forma, ao associar o esporte apenas a busca de padrões estéticos, ou quando alguma doença o força a pratica-lo, o brasileiro se afasta do sentido pleno da prática esportiva como forma de melhorar a qualidade de vida, estimular a produtividade e previnir diversas doenças.
Ademais, com o avanço tecnólogico trazidos pelas Revoluções Industriais, desde o século XVIII, a busca por praticidade e rapidez lidera as expectativas atuais. Enlatados, macarrão instantâneo, produtos químicos em larga escala, assim como a facilidade de bens e serviços virtuais, apesar de apresentar vantagens diversas, corroboram com um estilo de vida sedentário e prejudicial. Assim, percebe-se a relação intrínseca entre má alimentação, estilo de vida e sedentarismo, visto que o homem moderno não encontra na agenda tempo para cuidar de sua saúde por meio de hábitos mais sadios. Além disso, tendo em vista que a formação de hábitos de crianças e jovens depende do espelhamento em relação aos familiares e ao que se aprende na escola, sem incentivo e estímulo não há práticas de atividades físicas e esportiva, problemática essa que contribui para a persistência do mal do século-o sedentarismo.
Portanto, diante do apresentado, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, divulgue dados e apresente relações entre sedentarismo e qualidade de vida a população, por meio de entrevistas e comerciais, como forma de estimular a reflexão e preocupação com hábitos saudáveis a fim de diminuir os impactos causados pelo sedentarismo. Outrossim, o Ministério da Educação deve estimular o esporte nas escolas, por meio de frequências obrigatórias nas aulas de educação física,a fim de garantir que os discentes tenham a prática de esporte como parte de sua rotina e o valorizem.