Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 17/12/2020

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não apenas econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do sedentarismo, agravado pelo estilo de vida moderno. Nesse contexto, esse problema persiste devido a fatores familiares e à má influência midiática.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a formação familiar do brasileiro. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, essa problemática se apresenta como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema se encontra dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo, levando à perpetuação de um comportamento sedentário, que tem origem, sobretudo, nos primórdios da vida urbana moderna.

Além disso, o sedentarismo encontra terra fértil na má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível da informação da população, influencia na consolidação do problema. Seu silenciamento acerca desse tema promove um estilo de vida pouco saudável da população, refletindo diretamente na incidência de doenças provocadas pela obesidade.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONG’s também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o estilo de vida do brasileiro. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos com relatos de pessoas que enfrentaram problemas de saúde devido ao sedentarismo. É possível, também, a criação de uma “hashtag” para identificar e garantir maior visibilidade a campanha, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Dessa maneira, é possível que esse problema permaneça, enfim, no passado brasileiro.