Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/04/2018
Na Constituição Federal de 1988 está previsto que é dever do Estado garantir a saúde, mediante políticas sociais e econômicas, que visem à redução de doenças. Em oposição a tal preceito, vê-se que, no Brasil, tem sido discutido sobre os malefícios do sedentarismo. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a contribuição das novas tecnologias para esse comportamento e o desenvolvimento de doenças decorrente dessa prática.
Em primeira análise, cabe pontuar que a ascensão das novas tecnologias no cotidiano do indivíduo contribui para o sedentarismo. Comprova-se isso por meio de observação do padrão comportamental da nova geração brasileira, em que um parcela considerável utiliza seu tempo em frente à tv e ao “video game”. Dessa maneira, há pouco gasto calórico proveniente da alimentação e, consequentemente, o acúmulo de gordura, o que desencadea diversas efermidades. Portanto, é de suma importância, a ação conjunta de diversos atores sociais para a mudança de postura das futuras gerações.
Em segunda análise, convém frisar que o sedentarismo provoca uma série de doenças. Prova disso está na análise da ligação entre o sedentarismo e a obesidade, já que a segunda é causada pela a alimentação rica em carboidratos e gorduras, juntamente, a pouca realização de exercício físico. Além disso, o excesso de peso está associado à outras efermidades, como a hipertensão arterial e a diabetes, ambas causadas pelo exagero do consumo de sal e açúcares, respectivamente. Destarte, é necessária ações intervencionais para a superação dessa problemática.
Diante do exposto, para que a saúde seja, de fato, assegurada na prática como prevê a Constituição Federal, é primordial a cooperação mútua de diversos atores sociais. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação (MEC) deve incentivar práticas de exercícios físicos, por meio de palestras educativas em centros educacionais, com o objetivo de promover a reflexão acerca de uma boa qualidade de vida e, como resultado, a mudança de postura das futuras gerações.