Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/10/2021
A obra cinematográfica “Treze Porquês” retrata a realidade de Hanna que, por se preocupar de que forma ela pode melhorar o bem-estar dos seus amigos, esquece da importância do autocuidado. Com essa abordagem, o filme revela de que maneira a falta de cuidado individual pode afetar a saúde mental dos indivíduos. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros negligenciam a necessidade de zelar por si mesmos, o que contribui para o aparecimento de doenças psicológicas. Dessa forma, pela irresponsabilidade governamental e falta de informação essas consequências se agravam.
Com efeito, a negligência do governo, no que tange à influência autocuidado na saúde mental, é um dos fatores que fazem com essa prática se perpetue. Nessa prerrogativa, a escassez de políticas públicas relacionadas a diminuição da carga horária laborativa inviabiliza os profissionais de exercerem o cuidado próprio, o que contribui para precariedade desse setor e piora da saúde coletiva, devido ao fato dessas pessoas enfrentarem jornadas de trabalho exaustivas. Dessa forma, as doenças mentais só tendem a crescer. No entanto, apesar de a Constituição Federal de 1988 assegurar a todos o bem- estar laboral, essa lei não vigora, visto que muitos profissionais, por exercerem suas atividades de forma extensiva, não possuem tempo para si. Visto isso, é fulcrual uma mudança de postura estatal.
Nota-se, outrossim, que a falta de informação é influente na constância desse dilema. Nesse contexto, a escassez de conhecimento sobre a importância do autocuidado e seus impactos na saúde mental, há a relativização de problemas envolvendo essa temática. Por conseguinte, de acordo com a revista “Globo News”, 70% dos brasileiros afirmam não terem um tempo reservado para si, a pesquisa evidencia que 30% desses indivíduos não sabem o que são atos de cuidado próprio, como monitoramento do sono. Desse modo, há o aumento da obesidade, tendo em vista ao fato dessas pessoas desconhecerem hábitos essenciais para o desenvolvimento individual. Logo, a desinformação sobre a urgência das práticas de autocuidado no desenvolvimento mental e físico concorda com Saramargo, quando afirma que a sociedade, por não ter instrução, deixa de usufruir de feitos benéficos.
Portanto, vistos os fatos que contribuem para ausência da cultura do autocuidado e sua influência na saúde mental, é mister uma ação estatal e midiática. Dessa maneira, o Ministério do trabalho deve melhorar o ambiente trabalhista, por meio do investimento de verbas nessa área. Para tal, faz necessário o monitoramento de jornadas de trabalhos exaustivas, além da disponibilidade de vale esporte e plano de saúde, com o objetivo de viabilizar o cuidado próprio. Ademais, cabe ao Ministério da Comunicação, informar a população sobre hábitos saudáveis consigo mesmo, com o intuito de tornar a população adepta a essa prática. Feito isso, realidades como a de Hanna só figurarão na TV.