Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/10/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ( doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos relacionados à saúde mental encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a pressão social são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE , 60% das Unidades Básicas de Saúde não dispõem de psicológos e psiquiatras. Sob esse viés, denota-se que as pessoas possuem seu direito à saúde negligenciado, pois,sem auxílio de especialistas, a população não consegue manter a saúde mental. Dessa forma, a sanidade mental é marginalizada e as pessoas não criam uma rotina de autocuidado.
Ademais, vale salientar a cobrança social como perpetuadora da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociológo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, os distúrbios psicológicos advêm da insatisfação de um indivíduo com o outro ou consigo mesmo. Sob essa ótica, os cidadãos sofrem, constantemente, esgotamento emocional, pois precisam lidar com enormes pressões para se encaixarem em padrões sociais, sejam eles morais, físicos ou religiosos. Assim, originam doenças mentais como a depressão e ansiedade.
Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos relacionados à saúde mental, urge que o Etado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam e prestariam apoio para a população. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância do autocuidado para manter a saúde mental. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.