Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/09/2021

Na era dos grandes impérios da antiguidade, se iniciava o processo de globalização, expansão de costumes, choque de culturas, universalização de certas práticas. Por conseguinte, com a invenção da internet, redes sociais e etc, a transmissão de informações e fatos, torna-se praticamente instantânea, consolidando o mundo em globalizado. Contudo, apesar dos avanços medicinais e civis, outras doenças vem à tona, e saúde mental, nunca foi tão abordada como hoje. Logo, são evidenciados dois entraves, a construção educacional brasileira, como também as falhas políticas públicas do Estado.

A priori, os alicerces da cultura naciona, foram estabelecidos ao longo de processos de colonização, envolvendo preconceito e estigmatização. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em estudo recente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão ou ansiedade, e o número só tende a aumentar. Indivíduos com esse problema, são taxados como se estivessem exagerando o problema, procurando atenção, ou entrando na ´´moda. Julgamento, repressão e zombação são práticas recorrentes para essas vítimas vulneráveis, e geralmente,  o ´´agressor pode ter algum tipo de perturbação, mas não querem demonstrar a fraqueza e acabam por lidar sozinhos com ela. Os fatos citados, levam muitas vidas à péssima qualidade de vida, e até a óbito.

Outrossim, medidas ineficientes foram colocadas em prática pelo Governo, porém com baixa ou nula efetividade. O livro, Holocausto Brasileiro, produzido pela jornalista Daniela Arbex, demonstra os tratamentos sofridos e qualidade de vida péssima para os pacientes, entre os anos 1930 e 1980, num manicômio em Minas Gerais. Segundo a autora, era semelhante aos campos de concentração nazista, onde eram destinadas pessoas com ou sem problemas mentais graves, contra sua vontade, apenas para ficarem omissos da sociedade e deixados para morrer. Dessa maneira, o Estado foi totalmente conivente com esses práticas, e é mister que haja uma preocupação diferenciada com problemas psicológicos, muitos tem formas de ajudar e tratar, só que deve ser feito com seriedade e eficiência.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Educação, inserir palestras e debates na grade curricular do ensino fundamental e médio, sobre o que é a depressão, a ansiedade, e como proceder para autoajuda e auxílio do próximo, através de assembleias com profissinais da educação, atenuando a segregação e desamparo dos indvíduos referidos. Destarte, é dever do Ministério da Saúde, reformular os processos de diagnóstico e de tratamento, com psicólogos e psiquiatras em todas as escolas públicas, para forte acompanhamento individual, e para humanizar essa questão, diminuindo possíveis fatalidades e salvando vidas.