Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/09/2021

‘‘Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig para enaltecer não somente aspectos positivos da nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig convida o homem hodierno a uma importante missão: demonstrar a importância da cultura do autocuidado e da saúde mental. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do poder público quanto da sociedade.

De fato, vale analisar a postura negligente do Estado no que se refere a saúde mental e autocuidado. Ademais, o filósofo Aristóteles afirmou em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, de acordo com dados de pesquisas, pode-se afirmar que 60% da sociedade tem problemas de saúde mental, dessa forma corroborando o direito de saúde garantido no Art.5 da Constituição Federativa 1988.

Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, afirma que vivemos em tempos líquidos a qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vãos dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamento, a sociedade é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere a saúde mental e autocuidado.

Urge, pois, a união do binômio arena pública e Ministério da Saúde, a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem ao incentivo por procura de tratamento, para que dessa forma consiga amenizar o problema. A posteriori, cabe ao corpo social com o auxílio da mídia, por meio de ficção engajada, elucidar a população da importância do cuidado consigo mesmo, promovendo terapias para o público em geral, com o intuito de garantir a saúde e a felicidade da população.