Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/09/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai com relação às outras, estando ela para o exercicício do bem coletivo. Entretanto, essa ideia não condiz com a realidade brasileira, pois a cultura do autocuidado e a saúde mental não são colocadas como prioridade. Nesse sentindo, deve-se analisar não só o principal fator que corrobora com a ausência de cuidado consigo mesmo, mas também o que leva o negligênciamento no que diz respeito à saúde mental.
Em primeira análise, é cabível ressaltar a cobrança excessiva como fator priomordial que favorece à falta de atenção com o autocuidado. Conforme a citação do filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, o grande erro que a pessoa pode cometer é sacrificar a saúde mental a qualquer outro benefício. Com isso, é preciso salientar que a autocobrança é uma super exigência que as pessoas colocam sobre si mesmas, tendo como consequência, uma grande pressão interna, além de impedir de ver os resultados incríveis que conseguem ao longo do dia-a-dia. Nesse conntexto, observa-se que a cultura do autocuidado é “sabotada”, uma vez que a produtividade e o rendimento, são deixados de lado, gerando uma frustração que pode resultar em doenças mentais como a depressão.
Soma-se a isso, a mentalidade retrógrada da população hodierna frente à problematização da saúde mental. Sob esse viés, é imprescindível citar o filme “Coringa”, lançado no ano de 2019, em que o personagem princial Arthur Fleck, traz consigo a seguinte afirmativa: “A pior parte de ter um problema mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”. Analogamente, é triste perceber que mesmo com o avanço de tantas conquistas, a população continua disseminando que a saúde mental de todos, em modo geral, é perfeitamente estável e que depressão, por exemplo, é “frescura”, o que contribui com a tentativa equivocada da população, em minimizar as dores psíquicas dos indivíduos que sofrem com esse tipo de patologia. Desse modo, tal imprudência amplia o número de adolescentes com depressão, e influencia, o suicídio, desses jovens; já que não possuem o apoio da família para falar sobre os sentimentos e frustrações, em especial, buscar ajuda de psicólogos, para tentarem reverter esse quadro doloroso, que mata, 11 mil pessoas a cada ano, como mostra o IBOPE.
Logo, entende-se que o imbróglio urge por medidas interventivas pois fere com o bem-estar. Dessa maneira, é dever da escola valorizar o meio estudantil como forma de ensinar a importância do autocuidado e que a autocobrança não traz benefícios, por meio de palestras que abordem além do cuidado consigo mesmo, o quão relevante é cuidar da saúde mental, tendo como público-alvo além dos alunos, os responsáveis por eles, visando uma mitigar a pressão mental e promover o autocuidado. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o bem coletivo, como pautava Aristóteles.