Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/09/2021
Promulgada pela ONU ,em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, liberdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos sobre a saúde mental e a importância do autocuidado encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a relevância do autocuidado são os principais pilares para essas temáticas.
Primeiramente, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 60% das Unidades Básicas de Saúde não fornecem psicólogos, psquiatras e neurologistas. Sob esse viés, denota-se que muitas pessoas possuem seu direito à saúde negligenciado, pois sem profissionais, os indivíduos ficam vetados de acompanhamento e prejudica a saúde mental.
Ademais, vale salientar o valor do cuidado consigo mesmo como perpetuador do assunto. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo ateniense Sócrates, em sua análise sobre o comportamento humano, é fundamental conhecer a ti mesmo. Sob essa ótica, é extremamente importante esse autoconhecimento, pois além de desenvolver uma rotina de amor-próprio e autocuidado ainda diminui em 50 % as chances de desenvolver distúrbios psicológicos tal como, a bulimia, depressão e transtorno obsessivo compulsivo, como afirmado pela OMS.
Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos sobre a saúde mental e a importância do autocuidado, urge que o Estado,como promotor e garantidor do bem-estar social, disbonibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam a população com problemas mentais. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância e como desenvolver o autocuidado e o amor-próprio. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.