Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/08/2021

Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas que ajudam a saúde mental e sua importância, verifica-se que essa visão e constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a escassa importância dada a esse tema por parte social, diante desse quadro alarmante.

Em primeira análise, cabe expor a ausência de medidas governamentais para combater a grande imprudência estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a falta de saúde mental e o baixo autocuidado, vem cada vez mais sendo vistos frequentemente na nação verde-amarela, trazendo consequências como o aumento do índice de morte por suicídio na população brasileira e maiores taxas de doenças e síndromes relacionadas a saúde mental nos adolescentes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.

Ademais, o não dado valor a esse âmbito por parte coletiva também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o Brasil sofre com grande margem de casos de apuros causados por doenças mentais, levando em conta os grandes números dessas adversidades, a aristocracia brasileira não de devido valor e não coloca em debate o tema do autocuidado, o que juntamente com o desleixo público, cria impasses ainda maiores e complicados de serem combatidos. Destarte, tudo isso retarda a resolução da barreira.

Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater a falta de relevância dada a saúde mental e a falta da cultura do autocuidado. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em auxílio e ajuda, através de projetos e instituições públicas, uma vez que elas fornecerão maior empenho em acudir pessoas que sofrem com baixa saúde mental e apertos perante o autocuidado, com o objetivo de diminuir e conter as altas taxas de crises ligadas a esse setor. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.