Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 24/09/2020

Saúde mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não significa apenas a ausência de doenças, mas trata-se de um completo estado de bem estar físico, mental e social. Todavia, ao se falar de tal assunto, os índices são desanimadores e o crescimento de transtornos psicológicos são grandes, afetando não somente o indivíduo, mas também as pessoas ao seu redor e suas ações futuras. Com efeito, evidencia-se a necessidade de uma solução a esses índices, uma vez que é de extrema relevância a cultura do autocuidado.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a saúde mental possibilita as pessoas a lidarem com as emoções positivas, negativas e é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar suas habilidades pessoais e profissionais. Entretanto, a elevada carga de estresse, traumas e exposição virtual, são alguns dos diversos fatores contribuintes para o desenvolvimento de transtornos psicológicos. Logo, estima-se que em torno de 1,1 bilhão de pessoas sofram de algum problema mental, normalmente depressão e ansiedade, sendo de 15 a 20% da população mundial.

Por conseguinte, a psicologia é a área responsável por tratamentos e diagnósticos dessas doenças, mas por ainda serem tratadas como um “tabu” dentro da sociedade, muitas pessoas não buscam a ajuda necessária, além de existir também o fato da questão financeira, visto que 46% das pessoas consultadas enxergam a terapia como um luxo reservado para a elite, onde só quem é abastado pode pagar as sessões. Ademais, de acordo com a psicóloga Heloísa Caiuby, esses números são reflexo da realidade que estamos vivendo: “O mundo está muito difícil, rápido e cheio de mudanças. Muitas vezes não temos tempo sequer de assimilar uma mudança e já vem outra. Isso causa uma angústia tremenda porque as pessoas não conseguem dar conta”.

Diante disso, é mister que o Ministério da Saúde, juntamente de psicólogos, promova palestras educacionais que visam reformular conceitos equivocados acerca da saúde mental, além de evidenciar a importância dos psicólogos no combate a mudanças de mentalidade e comportamento, buscando o controle sobre a autocobrança e o incentivo pela cultura das terapias, a fim de diminuir a pressão psicológica e proporcionar o verdadeiro autocuidado. Além disso, cabe também a criação de uma ONG de psicólogos que promova a ajuda necessária para os indivíduos que precisam e não tem as devidas condições de frequentar terapias. Com isso, será possível diminuir tais índices desanimadores e promover então, a saúde mental e o autoconhecimento de maneira certa e saudável.