Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 24/09/2020

O COVID-19 veio e complicou a vida de muitas pessoas ao redor do mundo, tanto no profissional como no pessoal, com seis longos meses trancafiados em casa a população começou a se abalar. Além do constante medo da contração da doença, também há a preocupação de quando voltaremos para nossas vidas normais, com isso cada vez mais foi relembrado o quão necessário é buscarmos cuidar de si próprio.

No entanto, mesmo as manifestações dos sintomas físicos sendo menores entre a população jovem, eles estão mais vulneráveis a problemas emocionais graves devido às situações e vivências que geram sofrimento. Nesse sentido, a atenção e o cuidado com a saúde mental desse grupo é essencial para a redução dos perigos à saúde mental, um dos efeitos da quarentena. A necessidade de diminuir a disseminação da doença exige a manutenção do isolamento social, condição que gera ansiedade e instabilidade emocional em todas as pessoas. Entretanto, em crianças e adolescentes, a adequação a certas situações como a limitação da liberdade de ir e vir, a necessidade de afastamento de parentes de grupo de risco e de amigos próximos impôs drásticas mudanças na rotina.

Considerando que o estresse psicológico é um dos mais relevantes fatores de risco passíveis de prevenção, antecipar ações favoráveis ao controle dessas intercorrências é fundamental à proteção contra os efeitos da quarentena. Isso porque os transtornos mentais decorrentes de situações estressoras podem tomar maiores proporções na pandemia e prejudicar o desenvolvimento mental e físico.

Quando comparados às condições normais, o risco de sequelas resultantes dos desajustes mentais na juventude é muito mais significativo durante esse período de quarentena. Por isso, os pais e responsáveis por esses indivíduos devem estar atentos aos sinais que sugerem algum tipo de desequilíbrio de ordem emocional, podendo evitar um possível acidente ou até uma morte repentina nesses tempos difíceis.