Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 24/09/2020
A obra literária “O Alienista”, do escritor Machado de Assis, narra a história do Dr. Simão Bacamartes, um psiquiatra que abriu uma clínica para estudar a loucura e doenças da mente. Com isso, Simão começa a internar várias pessoas da cidade, no começo pessoas com desvios, mas depois pessoas sãs e por fim, ele percebe que o desvio estava nele e acaba se internando. Hoje, de maneira semelhante à obra, a saúde mental contemporânea ainda é negligenciada e a cultura do autocuidado é desprezada. Conquanto, isso é resultado da cobrança excessiva por produtividade, tanto individual, quanto social, aliada a negligência familiar e escolar.
É necessário pontuar, de início que a cobrança excessiva é uma fator relevante para diversas frustrações. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopennhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.”. Entanto, o sucesso financeiro e o status perante a sociedade se tornou uma das maiores preocupações do cidadão, que para conseguir tal sucesso, acaba por negligenciar a saúde física e mental. Assim, faz-se necessário separar o tempo de trabalho e descanso.
Outrossim, não menos importante, ressalta-se a falta de apoio da família e escola na problemática supracitada. A esfera familiar e escolar, muitas vezes, é ausente quanto as dores psíquicas dos jovens, uma vez que expressões não esclarecidas auxiliam em uma personalidade mais individualista e por fim torna-o um adulto antissocial que não sabe lidar com suas emoções. Nesse espectro, é fundamental o autoconhecimento para conseguir enfrentar esses obstáculos. Nessa perspectiva, é muito importante a escola promover palestras e disponibilizar apoio aos seus alunos.
Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com Ministério da Educação ministrar palestras acerca da saúde mental, além de evidenciar a importância dos profissionais da psicologia no combate a mudanças de mentalidade e comportamento, buscando o controle sobre a autocobrança, e o incentivo a prática de terapias, afim de diminuir a pressão psicológica. Dessa forma, espera-se que os indivíduos tenham saúde mental como base, e não se descuidem como o Dr. Simão da obra machadiana.