Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 22/09/2020
Atualmente, o mundo está passando por um momento extremamente delicado e difícil para todos devido às mudanças de rotina e do isolamento que a pandemia do Covid-19 acarretou. As pessoas, cada vez mais, tendem a desenvolver problemas e transtornos mentais como ansiedade, depressão, obsessividade e compulsão, dentre outras doenças que, muitas vezes, vêm pela falta de cuidado consigo mesmas.
Como diz o filósofo indiano Jiddu Krishnamurti, “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente” e, infelizmente nossa sociedade vem apresentando uma cultura auto depreciativa muito forte, principalmente entre os jovens, o que acarreta em ciclos de pouco autocuidado e preservação da vida. Poucas pessoas têm consciência da importância que é termos uma saúde mental estável pois, da mesma forma que nosso corpo físico adoece, nossa mente também pode adoecer, e o adoecimento da mente tende a ser bem mais grave que o do corpo.
Estar saudável não é apenas não estar doente, e sim estar mental e fisicamente bem, mantendo uma rotina de atenção e cuidados consigo mesmo. Entretanto, com as obrigações que a vida cotidiana nos impõe, o estresse e as ocupações diárias não nos permitem dedicar um tempo para nos preocuparmos com as ações que devemos exercer para termos uma qualidade de vida melhor. Por outro lado, fazer uma organização de sua rotina para encaixar momentos de autocuidado como, por exemplo, praticar atividades físicas, interagir com pessoas que você goste e que te fazem bem, procurar passar um tempo ao ar livre, ler livros, ver filmes e cuidar de seu corpo, farão com que você se sinta mais feliz e disposto e com uma autoestima mais elevada.
Em suma, devemos nos conscientizar sobre a importância de termos uma cultura de autocuidado para podermos, cada vez mais, construir uma sociedade com uma melhor saúde mental. Assim dito, para que possamos transformar nossa sociedade, devemos implementar políticas e ações educativas e incentivadoras de uso mais equilibrado do tempo e dos cuidados com a saúde. Além disso, o governo deve demandar das escolas - públicas e privadas - um acompanhamento psicológico de estudantes que apresentem sinais de adoecimento mental, e também proporcionar palestras e outras formas de conscientização sobre o tema. Por último, deve-se ampliar os atendimentos médicos e terapêuticos relacionados à saúde mental já disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e, principalmente, ampliar as campanhas de incentivo à preservação da vida e conscientização da importância de se ter uma boa saúde mental.